domingo, 26 de agosto de 2012

Minha história bariátrica

Fui uma bebê magra, uma criança muito magrinha, do tipo que a mamãe entope de vitaminas e estimulantes do apetite, sem sucesso... Ficava de castigo quase todos os dias, por conta de não gostar de almoçar. E acho que esse não foi um bom começo de relacionamento com a comida. Aos 15 anos era uma adolescente ativa, que praticava voleibol, fazia academia e caminhava muito para me deslocar para os treinos, para as aulas de francês, para o colégio, academia, padaria, supermercado, etc... Não tínhamos o privilégio de ter carro em casa a nossa disposição e fazíamos quase tudo a pé. Depois dos 15 anos, a menina magrela foi encorpando e se tornando uma mulher cheia de curvas, do tipo que chamava a atenção pelas pernas bem torneadas e o bumbum bem brasileiro. Mas até aos 25 anos nada de alteração significativa de peso. Quando eu queria me livrar de dois quilos para ficar melhor no biquine do Verão ou naquele vestido de festa, bastava fazer umas caminhadas ou tirar o pão... Em questão de uma semana eu conseguia derreter 1,5 quilos com tranquilidade. Mas tudo mudou com o casamento, a chegada do primeiro filho, os compromissos profissionais, o stress, problemas no relacionamento, etc, etc... Coisas que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Perdi o controle do meu peso. Aos 35 anos, pesando 92 quilos, uma 2ª gestação me levou a bater na porta dos 100 quilos, com 99,5. Uma vitória triste para quem se esforçou o máximo para engordar o mínimo. Na minha primeira gravidez, cheguei a engordar 17 quilos e tinha muito medo que isso se repetisse. Não parece nenhuma tragédia, não é mesmo? Mas para mim foi. O problema se instalou porque fui ganhando peso aos poucos e mesmo me esforçando para emagrecer, sempre ficava um saldo de quilos que se somavam ano a ano. Não emagreci depois da última gravidez. O máximo que consegui foram 10 quilos que voltaram a galope, pois, a Sibutramina, decididamente, não era minha amiga...
No auge dos 102 quilos, decidi buscar ajuda na gastroplastia.
Foi rápido. Decidi rápido. Operei em dois meses após a primeira consulta.
Fui a três cirurgiões para escolher o que fosse melhor para mim, mas, como já estava com os pedidos de exame que o primeiro me passou, fui adiantando as consultas e exames, que não são poucos e, quando escolhi o médico, Dr. Túlio Cunha da Clínica Gastro Obesi, já estava com os exames quase completos. Tratei uma bactéria descoberta na endoscopia, a H. Pylori, e então voltei para agendar minha cirurgia, logo que todos os exames estavam em mãos.
Minha cirurgia estava marcada para o dia 17/09/2012, mas surgiu uma vaga na agenda do médico, devido a uma desistência e então, aceitei antecipar para o dia 22/08/2012. Dia do meu novo aniversário.
Detalhe: minha cirurgia foi autorizada pelo convênio médico no dia 16/08 e no dia 21/08 recebi um telefonema da secretária do meu médico me perguntando se eu queria operar no dia seguinte... Foi um susto! Mas como estava ansiosa para fazer a cirurgia, aceitei no embalo.
Hoje, estou no terceiro dia da dieta de prova. Estou fazendo tudo certinho... Mas confesso que é muito pior do que eu imaginava. Me disseram que eu não sentiria fome. Mas eu sinto. Não suporto o cheiro da comida sendo preparada aqui em casa. O pior é que gosto de cozinhar. Sempre dou um pulinho na cozinha para dar um toque final nos pratos da minha secretária e, como estou de licença médica, ontem mesmo fui ajudá-la a preparar o almoço que estava divino e me contentei apenas com o cheiro, é claro!
Estou ansiosa como todos vocês já estiveram ou ainda estão. Não vejo a hora de voltar a usar as roupas que gosto. Sou vaidosa. Adoro me vestir bem, usar um belo sapato... Nada mais de sapatilhas, leggings e camisões!!! Adeus vida de gorda! 
Quando me operei estava com 104,7 Kg e tenho 1,64 de altura (já foi 1,65, acreditem!).
Quero chegar aos 58 quilos. Talvez 56. Meu limite máximo vai ser 60 quilos.
Vou fazer tudo que estiver a meu alcance para atingir meu objetivo.
Essa cirurgia não é fácil. Você sente dores, a dieta é muito rígida, você sofre muitas privações no início e ainda se sente culpada por ter chegado ao ponto de recorrer a uma cirurgia para emagrecer.
Mas a terapia ajuda a aceitar a culpa, a assumir a responsabilidade pela sua felicidade, a agarrar essa chance de fazer uma nova história...
Conto com vocês para participarem desse novo capítulo da minha vida!
Vou postar todos os avanços e as pesagens. As dúvidas e descobertas... Que tal participar me contando um pouco de você também?

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